As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 9,7% no acumulado do ano até agosto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) divulgados nesta sexta-feira (4). O recuo ocorre após a implementação de novas tarifas de importação pelo governo de Donald Trump.
No total, o Brasil enviou US$ 24,105 bilhões em mercadorias para a maior economia do mundo entre janeiro e agosto, contra US$ 26,705 bilhões no mesmo período de 2025. Em agosto, primeiro mês completo sob a taxação de 37,5% sobre parte da pauta exportadora, as vendas somaram US$ 3,190 bilhões.
O governo Trump adotou no final de julho duas novas tarifas adicionais. Uma sobretaxa de 25% foi aplicada sob a acusação de supostas práticas comerciais desleais do Brasil. Outra taxa de 12,5% foi imposta por suposta falha do país em barrar importações de produtos fabricados com trabalho forçado.
Apesar da queda nos embarques para os americanos, as exportações totais do Brasil cresceram 10,3% no ano, atingindo US$ 250,9 bilhões. O resultado foi impulsionado pelo aumento de vendas para outros mercados. Em agosto, as exportações para a União Europeia subiram 46,4%, totalizando US$ 5,824 bilhões.
No acumulado do ano, os embarques para a China, principal parceiro comercial brasileiro, somaram US$ 77,07 bilhões, alta de 15%. Já as vendas para a Argentina recuaram 17,5% no período, somando US$ 10,228 bilhões. As exportações para a União Europeia também cresceram 15% no ano, totalizando US$ 37,293 bilhões.
O saldo comercial brasileiro foi superavitário em US$ 55,3 bilhões até agosto. As importações do país cresceram 6,1%, somando US$ 195,5 bilhões. Somente em agosto, o superávit foi de US$ 7,394 bilhões, alta de 23,8% em comparação ao oitavo mês de 2025.


