O projeto do Orçamento de 2027 (PLN 24/2026) prevê o preenchimento de 48.826 vagas nos diversos Poderes e a criação de outras 4.704 posições no setor público. O custo total estimado para as contratações no próximo ano é de R$ 4,4 bilhões.
Além das novas contratações, a proposta orçamentária estima um gasto de R$ 14,3 bilhões em 2027 para reajustes salariais e outros custos que ainda estão em fase de negociação.
O governo informou que acionou dispositivos do arcabouço fiscal para limitar os gastos com pessoal a partir do ano que vem. A medida ocorre devido aos déficits fiscais registrados em 2025 e 2026. Com isso, o crescimento das despesas acima da inflação ficou limitado a 0,6% até que as contas públicas sejam equilibradas.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou que o limite é global, o que permite que alguns órgãos tenham aumentos menores do que outros. A despesa total com pessoal possui um teto de R$ 471 bilhões, mas a proposta orçamentária apresenta um valor inferior, de R$ 464 bilhões.
No detalhamento das vagas para 2027, o Executivo lidera com 47.609 postos, sendo 2.745 novas vagas. O Judiciário prevê o preenchimento de 5.131 vagas, das quais 1.868 são novas. A Defensoria Pública prevê 183 vagas, com 91 novas posições.
O Legislativo tem 330 vagas previstas, enquanto o Ministério Público e o Conselho Nacional do Ministério Público somam 277 postos.


