O tempo médio que consumidores de Goiás passaram sem energia elétrica caiu cerca de 70% em uma década, recuando de 43,2 horas em 2015 para 12,6 horas em 2025. Os dados constam na 9ª edição do Relatório de Infraestrutura de Goiás – Energia Elétrica, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).
A quantidade de interrupções por consumidor também diminuiu no período, passando de 25,1 para 5,9 ocorrências. Segundo o levantamento, que utiliza dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a melhora ocorreu enquanto o consumo estadual saltou de 14.414 GWh para 20.957 GWh.
Os investimentos na distribuição subiram de R$ 790 milhões em 2019 para R$ 2,618 bilhões em 2025. O período de expansão coincidiu com a troca de controle da concessão, anteriormente gerida pela Enel Goiás e agora sob responsabilidade da Equatorial Goiás. Os recursos foram aplicados em subestações, redes e automação.
Apesar da melhora nos índices locais, a posição de Goiás no Ranking de Continuidade do Serviço da Aneel caiu. A distribuidora, que ocupava a 27ª posição em 2021 e 2022, ficou na 32ª colocação em 2025. Célio Eustáquio de Moura, presidente do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra), disse que a efetividade dos aportes deve ser medida pelos resultados de qualidade do fornecimento.
O relatório indica que a indústria goiana impulsionou a demanda, com consumo subindo de 4.939 GWh em 2015 para 6.384 GWh em 2025. No mercado regulado do Centro-Oeste, a Equatorial Goiás distribuiu 42,3% da energia total da região em 2025. A tarifa média em Goiás ficou em R$ 862,60 por MWh, valor 8,9% acima da média regional de R$ 792,20.
No campo da geração, a energia solar cresceu e atingiu 9,3% da matriz estadual em 2025, com mais de 173 mil unidades de micro e minigeração distribuída. Até 2031, há previsão de entrada em operação de 103 novos empreendimentos, sendo 87 projetos solares que somam 4.100 MW de capacidade adicional.


