O juiz responsável pelo caso de Lindsay Clancy declarou nulo o julgamento do assassinato de três filhos nesta sexta-feira (4), nos Estados Unidos. A decisão ocorreu após uma semana de tentativas frustradas do júri em chegar a um veredito unânime sobre a condenação da ré.
O magistrado tomou a medida depois que os jurados enviaram uma nota informando a impossibilidade de decisão. Na véspera, a defesa havia solicitado a retirada de um dos integrantes do grupo por não seguir as instruções sobre o conceito de dúvida razoável, pedido que foi negado pelo juiz sob a justificativa de que divergências de posição não motivam o afastamento de jurados.
Clancy responde por três acusações de homicídio em primeiro grau. O crime aconteceu no dia 24 de janeiro de 2023, na residência da família em Massachusetts, e vitimou as crianças Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de oito meses. A ré não contesta a autoria das mortes.
A defesa argumenta que a mulher sofria de psicose pós-parto e, por isso, não compreendia a natureza errada de seus atos. Já a promotoria afirma que a ação foi intencional e calculada, sustentando que a acusada sabia distinguir o certo do errado.
Com a anulação, o processo é encerrado sem veredito, mas as acusações não são extintas. O governo pode apresentar as denúncias novamente para um novo julgamento com outro júri, negociar um acordo judicial ou arquivar o caso.
A acusada segue internada em uma instituição psiquiátrica forense. Caso fosse condenada por homicídio em primeiro grau, ela poderia enfrentar prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Se absolvida, a tendência seria a internação em unidade de segurança máxima por tempo indeterminado.


