O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou digitalmente e lacrou, nesta sexta-feira (4), os sistemas que serão utilizados nas eleições gerais de 2026. A cerimônia pública encerra a fase de desenvolvimento dos programas e serve para validar se as versões instaladas nas urnas são as mesmas que foram testadas e aprovadas anteriormente.
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, afirmou que a medida garante a transparência e a possibilidade de auditoria do sistema eletrônico. Segundo o ministro, a segurança do processo resulta de uma combinação de camadas de proteção, controles independentes e procedimentos rigorosos, além da fiscalização aberta a instituições credenciadas.
O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, informou que o trabalho começou após as eleições municipais de 2024. Durante dois anos, os sistemas passaram por etapas de desenvolvimento e aperfeiçoamento. Nesta semana, os programas foram compilados e receberam as assinaturas digitais do tribunal e de entidades fiscalizadoras.
Valente explicou que a compilação converte os códigos-fonte em linguagem de máquina para execução nas urnas. Ele comparou a assinatura conjunta a um contrato entre as instituições, o que congela as versões aprovadas e impede alterações unilaterais nos programas.
A inspeção dos códigos-fonte teve início em 2 de outubro de 2025. O processo contou com a participação de órgãos como a Polícia Federal, Ministério Público, Congresso Nacional, Controladoria-Geral, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Sociedade Brasileira de Computação, além de partidos políticos e coligações.
Após a assinatura, os sistemas foram guardados em três envelopes invioláveis. Duas cópias foram destinadas à sala-cofre do TSE e a terceira ficou com o secretário de Tecnologia e Informação. O material será enviado aos tribunais regionais para a preparação das urnas.
Acompanharam a cerimônia o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; a defensora pública-geral, Tarcijany Linharesa; o vice-procurador eleitoral, Alexandre Espinosa; a conselheira nacional do Ministério Público, Fabiana Costa Oliveira Barreto; o representante do Conselho Federal da OAB, Délio Lins e Silva Júnior; e o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Vinicius Marchese.


