O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou, nesta quinta-feira (3), que João Campos (PSB) apresente em dez dias explicações sobre a frase em que afirma que quem governa o estado não pode coordenar uma “milícia digital”. A decisão atende a um pedido da equipe jurídica da governadora Raquel Lyra (PSD).
A determinação ocorre após a publicação de um vídeo em que Campos afirma denunciar, há mais de um ano, a existência de um “gabinete do ódio” usado para atacar a ele, seus aliados e familiares. No material, o ex-prefeito do Recife não cita nomes, mas declara que a pessoa na cadeira do governo não pode coordenar tal estrutura.
A fala foi motivada por uma reportagem que detalhou investigações da Polícia Federal sobre uma rede de perfis que receberia dinheiro público para atacar adversários. A apuração aponta a atuação de Amisadai Andrade da Silva, servidor da Caixa Econômica Federal cedido à Secretaria de Turismo e Lazer do governo Lyra.
Segundo a apuração, o servidor teria operado uma rede com mais de 300 perfis, disparando conteúdos por meio do “Portal da Prefeitura”, que possuía mais de 300 mil seguidores. O perfil mencionado já se encontra desativado.
Em nota, o governo de Raquel Lyra informou que a publicidade da gestão é feita exclusivamente via licitação, seguindo critérios de audiência, alcance e custo. A administração afirmou que os valores destinados ao veículo citado em 2026 representam cerca de 0,3% do investimento permitido ao Estado em publicidade, distribuído entre dezenas de veículos.
A governadora declarou que todos os pagamentos são precedidos de comprovação de veiculação e estão disponíveis para consulta no Portal da Transparência.


