A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, valor 23,8% superior ao mesmo período de 2025. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), representa o terceiro maior superávit para meses de agosto na série histórica.
As exportações avançaram quase 12,2%, totalizando US$ 33,2 bilhões. A corrente de comércio, que soma vendas e compras externas, chegou a US$ 58,9 bilhões, o maior volume já registrado para o mês de agosto. No período, as importações cresceram 9,2%, somando US$ 25,8 bilhões.
A indústria extrativa liderou as vendas externas com US$ 8,3 bilhões, impulsionada por minérios de cobre (+223,1%) e níquel (+120,7%). A indústria de transformação faturou US$ 17,2 bilhões, com destaque para combustíveis (+61,6%) e carnes de aves (+40,5%). No agronegócio, as exportações somaram US$ 7,4 bilhões, com alta no café não torrado (+24,1%) e na soja (+14%).
Houve recuo nas vendas de carne bovina, que caíram 19,7% devido ao limite de importação de 1,106 milhão de toneladas estabelecido pela China. O minério de ferro também registrou queda de 10,8% nas exportações, reflexo de reduções no preço médio e no volume.
Apesar de tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros, as vendas para os Estados Unidos cresceram 12,1%. No total regional, a Europa registrou a maior alta percentual, com exportações de US$ 7,3 bilhões, alta de 22,1% ante agosto do ano passado.
No acumulado de janeiro a agosto, o superávit atingiu US$ 55,3 bilhões, o segundo maior resultado para o período desde 1989. O Mdic revisou a projeção de superávit para 2026, elevando a estimativa de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. A previsão do mercado, via boletim Focus do Banco Central, é de US$ 78 bilhões para o ano.


