O governo federal marcou para o dia 11 de dezembro de 2026, às 10h, o leilão para a transferência de 100% das ações da Concessionária das Rodovias Centrais do Brasil S.A. (Concebra). O processo visa substituir a atual controladora da Rota do Pequi, trecho de 211,6 quilômetros entre Brasília e Hidrolândia, classificado como contrato estressado.
A Rota do Pequi integra o Programa de Otimização de Contratos Rodoviários, regulamentado pela Portaria nº 848 de 2023. O Ministério dos Transportes utiliza o termo “estressados” para descrever acordos com obras paralisadas ou obrigações suspensas. No caso da Concebra, a solução combina a modernização do contrato com a troca da empresa gestora.
A Triunfo Participações e Investimentos S.A. (TPI), atual controladora, está impedida de participar da disputa na B3. A saída do grupo foi recomendada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou baixo desempenho e inadimplementos contratuais. A TPI entrou em recuperação judicial em 2019 e, no ano seguinte, a concessionária solicitou a devolução do ativo.
A nova modelagem prevê R$ 4,3 bilhões em investimentos e R$ 3,6 bilhões em custos operacionais. O plano inclui a construção do Contorno de Goiânia, com 43,52 quilômetros, além de 60,6 quilômetros de faixas adicionais em pista dupla, 19,4 quilômetros de vias marginais, 20 passarelas e 114 pontos de ônibus.
Para os motoristas, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) definiu uma transição gradual de tarifas. O teto máximo total para automóveis nas praças de Goianápolis e Alexânia será de R$ 13,02, valor que pode ser reduzido conforme o desconto oferecido pelo vencedor do leilão.
A Triunfo informou que a concessionária seguirá operando normalmente até a conclusão do processo competitivo. A empresa permanece responsável pelos serviços de conservação e atendimento emergencial na malha que conecta Goiás à capital federal.


