O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (4) a compra de carne moída brasileira sob um regime de imposto reduzido. A medida, que visa baixar os preços para o consumidor norte-americano, acontece um dia após a União Europeia proibir oficialmente a importação de carne bovina do Brasil por restrições sanitárias.
Trump afirmou a jornalistas que inspetores dos EUA atestaram a qualidade da carne de origem brasileira e argentina, classificando os produtos como “limpos”. O Brasil foi selecionado para integrar a cota de importação de até 300 mil toneladas métricas de carne moída por um período de 90 dias.
A meta do governo americano é reduzir o preço do produto para os consumidores em até 25%. A decisão contrasta com a posição da Comissão Europeia, que restringiu as exportações brasileiras devido a falhas no cumprimento de regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
O veto europeu, vigente desde quinta-feira (3), baseia-se na proibição de carnes produzidas com substâncias antimicrobianas para fins de crescimento ou rendimento animal. A União Europeia argumenta que o uso excessivo desses medicamentos acelera o surgimento de vírus, bactérias, fungos e parasitas resistentes.
Apesar da proibição da carne bovina, a Comissão Europeia aprovou a retomada das exportações de mel e carne de aves do Brasil. A auditoria técnica foi concluída nesta sexta-feira, mas os negociadores brasileiros ainda aguardam o relatório oficial. A volta da carne bovina ao mercado europeu é considerada improvável no curto prazo.


