O acesso ao crédito, o endividamento de produtores rurais, os impactos climáticos e a situação da dívida pública foram os temas centrais do IX Fórum Econômico Gaúcho, realizado nesta quinta-feira (3), em Esteio. O evento ocorreu durante a Expointer e reuniu representantes do poder público, agronegócio, setor empresarial e sistema financeiro.
A recuperação financeira no campo é uma das maiores preocupações do setor. O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, afirmou que o momento é difícil e defendeu a cautela nos investimentos para aumentar a produtividade e a rentabilidade das próximas safras. Segundo Manica, a tecnologia e a inovação são essenciais para enfrentar as tendências de dificuldades climáticas.
Para mitigar os efeitos de enchentes e estiagens, o fórum apontou alternativas como o uso de irrigação, a rotação de culturas e a adoção de variedades de sementes mais resistentes.
O secretário de Justiça do Estado, Fabrício Peruchin, declarou que os problemas do agronegócio afetam toda a cadeia produtiva, impactando desde a agroindústria familiar até as grandes indústrias de maquinário. Peruchin citou a coexistência desses dois modelos durante a feira em Esteio.
A dívida pública do Rio Grande do Sul também foi pauta. Peruchin informou que o período de suspensão dos pagamentos termina em março de 2027. O secretário disse que o próximo governador enfrentará dificuldades financeiras caso não consiga dialogar com o presidente da República.
O presidente da Rede Pampa, Alexandre Gadret, afirmou que a parceria com instituições voltadas ao desenvolvimento econômico é necessária para ampliar o alcance dos debates. O vice-presidente da organização, Paulo Sérgio Pinto, disse que o objetivo é mostrar à sociedade como as decisões dos setores público e privado repercutem na população.


