O governador de Goiás e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), afirmou nesta sexta-feira (4) que a possibilidade de atraso no pagamento de servidores públicos está descartada. A declaração ocorreu durante sabatina, na qual Vilela reagiu a críticas de adversários sobre a capacidade financeira do Estado para manter despesas e investimentos.
Vilela classificou como risíveis os questionamentos fiscais e direcionou as críticas ao ex-governador Marconi Perillo. O atual gestor afirmou que Perillo desconhece a realidade do estado e lembrou que, em 2018, a gestão anterior deixou a folha de pagamento atrasada e antecipações de ICMS do setor produtivo.
Para sustentar a situação atual, o governador citou a Capacidade de Pagamento (Capag), do Tesouro Nacional. Goiás possui nota B+ na classificação geral e nota A em liquidez. Vilela informou que o governo contesta a pontuação atual por acreditar que o estado já teria condições de receber nota A no índice geral.
A comparação com o exercício de 2018 foi usada para ilustrar a recuperação fiscal. Naquele ano, o Estado tinha R$ 6 bilhões em compromissos de curto prazo contra R$ 11 milhões na Conta Única do Tesouro, com mais de 4,5 mil fornecedores pendentes. No fechamento de 2025, o caixa líquido contabilizado foi de R$ 9,1 bilhões, já descontados os recursos reservados.
Outros indicadores apontam que o peso da folha sobre a Receita Corrente Líquida (RCL) caiu de 52,79% em 2018 para 39,96% em 2025. A dívida consolidada, que representava 93% da RCL em 2018, tem projeção de chegar a 61,8% em 2026. Segundo Vilela, o Estado pagou R$ 5,5 bilhões em dívidas nos últimos anos.
Questionado sobre a execução de obras, o governador disse que os projetos contam com recursos previamente reservados em caixa. Ele afirmou que o pagamento de fornecedores ocorre de forma automática após a medição e a emissão da nota fiscal, sem a necessidade de solicitações externas.


