Mais de mil imóveis na Região Oceânica de Niterói continuam sem acesso à internet seis dias após uma série de sabotagens na rede da Leste Telecom. A empresa informou que trechos da infraestrutura não puderam ser recuperados devido à falta de condições de segurança para as equipes técnicas.
Os danos ocorreram entre a madrugada de sexta-feira (28) e sábado (29) da semana passada, atingindo os bairros de Engenho do Mato, Serra Grande, Maravista e Parque Rural. Na ocasião, a operadora registrou cortes de fibras e avarias em equipamentos de distribuição de sinal realizados quase simultaneamente em dezenas de pontos.
A Leste Telecom declarou que funcionários foram ameaçados e filmados por indivíduos em motocicletas durante tentativas anteriores de manutenção. Por isso, a companhia afirmou que não realizará novos reparos em locais específicos sem a garantia de acompanhamento de forças de segurança, medida que já teria sido comunicada aos clientes.
Na segunda-feira (31), representantes da empresa se reuniram com a Secretaria de Ordem Pública (Seop) para solicitar apoio da Guarda Municipal. A orientação recebida foi utilizar o telefone 153, do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), para pedir auxílio durante os serviços. A operadora disse ainda acompanhar a instalação de uma base temporária do programa Segurança Presente na região.
Foram registrados cinco boletins de ocorrência sobre o caso. A empresa mantém contato com a 81ª DP para colaborar com as investigações, embora não tenha apontado responsáveis. A Leste Telecom afirmou que a expansão de estruturas clandestinas de telecomunicações pode representar um problema para provedores e moradores, citando que a ocupação de redes de pequenos provedores costuma preceder ataques a empresas de maior porte.
A prefeitura de Niterói e as polícias Civil e Militar foram procuradas para comentar o caso e ainda não responderam.


