A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (4) o GPT-6 Astra, novo modelo de inteligência artificial descrito como um avanço rumo à inteligência artificial geral (AGI). A liberação ocorrerá de forma gradual, iniciando por organizações de cibersegurança e expandindo-se para assinantes pagos e desenvolvedores nos próximos dias.
O acesso inicial acontece via Daybreak Access, programa voltado a clientes corporativos de segurança digital. A OpenAI informou que a estratégia visa ampliar a infraestrutura computacional necessária para operar o modelo, que é classificado como de grande porte. Cisco, Cloudflare e Palo Alto Networks são parceiros mencionados no processo.
A versão de produção para o público geral terá limitações e recusará tarefas avançadas de cibersegurança, como a exploração ofensiva de sistemas. Recursos mais complexos, incluindo análise de malware e validação de vulnerabilidades, ficarão restritos a testadores alfa e ao programa Daybreak Blue, focado em uso defensivo.
Para os usuários dos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise, o impacto principal deve ocorrer no desempenho de programação e tarefas profissionais complexas. O acesso aos recursos agora dependerá do perfil de uso e do nível de confiança de cada grupo, e não apenas da capacidade técnica do sistema.
Desenvolvedores poderão utilizar o Astra via API e plataformas de nuvem. O custo anunciado é de US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída. A modalidade de respostas rápidas terá preços superiores aos valores base.
A empresa implementou um sistema de monitoramento para interromper tarefas em casos de desalinhamento ou comportamento suspeito. No ChatGPT e no Codex, o usuário poderá ser solicitado a revisar a ação; já na API, a execução pode ser encerrada automaticamente. A OpenAI admitiu que o mecanismo pode interromper tarefas legítimas e que a calibração do sistema segue em andamento.


