Apoiadores de Augusto Cury (Avante) rejeitam três vezes mais a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que o retorno da família Bolsonaro ao governo federal, apurou a pesquisa Quaest divulgada nesta semana. O escritor saltou de 2% para 10% das intenções de voto, assumindo a terceira posição entre os presidenciáveis.
Questionados sobre seus maiores medos, 60% dos eleitores de Cury citaram a continuidade do petista no Executivo. Já 22% manifestaram temor quanto à volta do clã de Jair Bolsonaro (PL). Outros 14% afirmaram ter medo de ambos, enquanto 2% não temem nenhum dos lados. A margem de erro para este grupo é de 7 pontos percentuais.
O descontentamento com a gestão atual é expressivo entre esse segmento. A aprovação do governo Lula é de 23%, contra 71% de desaprovação. No detalhamento da avaliação, 52% consideram a gestão negativa, 34% a classificam como regular e 14% a veem como positiva.
Na economia, 66% dos apoiadores de Cury afirmam que a situação piorou nos últimos 12 meses, enquanto 5% notaram melhora. A percepção de inflação alimentar também é alta: 83% dos entrevistados avaliam que o preço dos alimentos nos mercados subiu no último mês.
A pesquisa também mediu a repercussão de investigações judiciais. Sobre o inquérito da Polícia Federal (PF) envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, 77% dos eleitores de Cury consideram que o presidente não deu explicações convincentes. Para 51% desse grupo, a apuração prejudica muito a campanha presidencial do PT.
Quanto ao financiamento do filme “Dark horse”, envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e o Banco Master, 59% dos entrevistados avaliam que o parlamentar não apresentou explicações convincentes sobre a origem dos recursos. A investigação é vista como um prejuízo grave à campanha de Flávio por 41% dos eleitores de Cury.


