O dólar comercial fechou a sessão desta sexta-feira (4) cotado a R$ 5,128, alta de 0,49%, enquanto o Ibovespa encerrou o pregão praticamente estável, aos 185.188 pontos, com queda de 0,01%. O movimento reflete a pressão de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e a realização de lucros na Bolsa.
No acumulado da semana, o Ibovespa registrou valorização de cerca de 5,2%. O desempenho foi influenciado pelo cenário eleitoral brasileiro, após pesquisas indicarem disputa acirrada para a Presidência da República em 2026. Na quarta-feira (2), o índice subiu 3,05%, impulsionado por levantamento da Quaest que mostrou empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em simulação de segundo turno.
A movimentação reforçou o chamado trade eleitoral no mercado financeiro. Nesta sexta-feira, porém, investidores aproveitaram a valorização dos últimos pregões para realizar lucros. O mercado acionário acompanhou indicadores econômicos dos Estados Unidos e as perspectivas para os juros do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.
O relatório de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll, informou a criação de 162 mil vagas em agosto, volume superior às 55 mil esperadas. A taxa de desemprego ficou em 4,1%. Os dados indicam maior resistência do mercado de trabalho e reduzem as expectativas de cortes mais agressivos de juros pelo Fed.
A perspectiva de juros mais elevados nos Estados Unidos fortalece o dólar e reduz a atratividade de ativos de mercados emergentes. A moeda norte-americana operou próxima de R$ 5,11 durante a manhã, mas ganhou força ao longo do dia.
No Brasil, o mercado observou o desempenho de ações de empresas de commodities. Petrobras e Vale estiveram entre os papéis monitorados durante a sessão, diante das oscilações dos preços do petróleo e do minério de ferro no exterior.


