O risco-país do Brasil caiu para 115,6 pontos nesta sexta-feira (4), atingindo o menor patamar registrado no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O indicador, que estava em 136,8 pontos em 4 de setembro de 2025, sinaliza uma melhora na percepção dos investidores sobre a segurança de aplicar capital no país.
A medição atual é feita pelo Credit Default Swap (CDS), indicador que calcula o prêmio exigido pelo mercado para assumir a exposição à dívida brasileira. O sistema substituiu o EMBI+ Brasil, calculado pelo JPMorgan, que deixou de ser utilizado em 2024.
O movimento foi impulsionado pela valorização de ativos locais. O Ibovespa acumulou alta de 5,4% na semana até esta sexta-feira, enquanto a moeda americana recuou 1,3% no mesmo intervalo.
A apuração indica que parte da reação do mercado está ligada ao ambiente eleitoral. A redução da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas passou a ser interpretada como uma possibilidade de alternância de poder, o que diminuiu o prêmio de risco político nos ativos.
A melhora do índice não indica a eliminação de riscos fiscais. A trajetória das contas do governo e a dívida pública seguem como os principais pontos de atenção para quem investe no Brasil.
A percepção de risco pode oscilar rapidamente dependendo das expectativas para a política econômica, as contas públicas e o desenrolar das eleições de 2026.


