Especialistas alertam que a prática de colocar smartphones em recipientes com arroz após o contato com água é ineficaz para remover a umidade de componentes internos e pode agravar os danos ao aparelho. O método pode introduzir partículas de amido e pó nas aberturas do dispositivo, aumentando o risco de curtos-circuitos.
A capacidade do arroz de reter umidade superficial não atinge a placa lógica e componentes microscópicos, que ficam protegidos da exposição direta aos grãos. O líquido penetra por áreas como a porta USB, microfones e alto-falantes, onde a secagem inadequada pode gerar problemas elétricos persistentes, mesmo após o aparelho voltar a ligar.
O pó liberado pelos grãos, composto principalmente por amido, forma uma pasta ao entrar em contato com a água presa no interior do smartphone. Sais minerais presentes nesse material podem favorecer a condução elétrica, elevando a chance de curtos-circuitos e acelerando a oxidação de contatos metálicos, como componentes de cobre.
A recomendação técnica imediata é desligar o aparelho rapidamente. Se a tela estiver ativa, orienta-se o uso de comandos virtuais para evitar a pressão em botões físicos de volume e liga/desliga. O dispositivo não deve ser ligado para testes de funcionamento enquanto não estiver completamente seco.
O excesso de água externa deve ser removido com pano que não solte fiapos. O aparelho deve permanecer em local seco, arejado, à sombra e em temperatura ambiente. Como alternativa ao arroz, técnicos sugerem o uso de sílica gel para manter o ambiente seco sem liberar resíduos sobre o hardware.
O uso de secadores de cabelo ou fontes de calor é contraindicado, pois podem danificar adesivos, borrachas e componentes internos. Da mesma forma, soprar o aparelho ou utilizar ventiladores com fluxo forte pode deslocar gotículas de água para regiões mais profundas do smartphone.


