O pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu um aditamento apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) nesta sexta-feira (4). A nova peça amplia as acusações contra o magistrado e soma a assinatura de 46 parlamentares, sendo 33 senadores e 13 deputados federais.
O documento sustenta que o ministro teria cometido desvio de finalidade, quebra de imparcialidade e violação de deveres. A acusação menciona uma decisão de Moraes no inquérito das fake news, na qual teria determinado que a Polícia Federal (PF) encaminhasse relatórios de inteligência com referências a integrantes do STF.
Segundo a petição, a medida estaria relacionada a interesses envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O texto argumenta que Moraes concentrou as funções de vítima, acusador e julgador nas investigações relatadas.
A senadora também questiona a colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Damares Alves afirma que o acordo pode ter sido firmado sob pressão, considerando o período de prisão cautelar e possíveis ameaças a familiares do militar.
Entre os parlamentares que endossaram formalmente o pedido estão os senadores Flávio Bolsonaro, Sergio Moro, Tereza Cristina, Marcos Rogério, Magno Malta, Hamilton Mourão, Eduardo Girão e Marcos Pontes. A petição solicita a convocação de Cid como testemunha e o acesso aos autos do inquérito 4.781/DF.
A oposição busca ampliar o número de assinaturas para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento ao processo. A estratégia reproduz a mobilização utilizada anteriormente para a instalação da CPMI do INSS, que reuniu cerca de 70 senadores.


