O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine a quebra de sigilo de todas as investigações envolvendo o Banco Master, fraudes no INSS e a produção do filme Dark Horse para que os eleitores tenham acesso às apurações sobre os postulantes ao cargo.
Caiado afirmou que a omissão de informações corretas sobre os políticos que disputam a eleição deforma o processo democrático. O ex-governador de Goiás argumentou que a medida evita que o eleitor vote em candidatos que, após o dia 4 de outubro, descubram estar envolvidos em denúncias ou operações judiciais.
O presidenciável também defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes da Corte. Segundo Caiado, a permanência do magistrado no cargo provoca tensão e desestabiliza a democracia brasileira.
Sobre a área econômica, o candidato criticou a possibilidade de ajustes fiscais baseados na desindexação de aposentadorias do salário mínimo. Ele prometeu cortar emendas parlamentares impositivas e reduzir incentivos fiscais caso seja eleito.
Caiado defendeu a investigação sobre a suposta negociação de propina envolvendo seu vice, Gilberto Kassab, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele afirmou que o aliado negou irregularidades, mas reiterou que todas as informações do caso Master devem ser abertas.
A apuração indica que Vorcaro, em proposta de delação premiada rejeitada, alegou que doações de R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro em 2022 foram contrapartidas financeiras. O banqueiro afirmou ter negociado a verba com Kassab para a manutenção do Credcesta no governo de São Paulo.
Em relação às pesquisas eleitorais, Caiado, que registra 1% das intenções de voto na Quaest, criticou a candidatura do psiquiatra Augusto Cury. O candidato do Avante atingiu 10% no mesmo levantamento.


