O fundador da Petz, Sergio Zimerman, classificou como estarrecedoras as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, reveladas por investigações da Polícia Federal (PF). O empresário defendeu que a população vá às ruas se os atos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça forem anulados.
As declarações foram feitas na tarde de quarta-feira (2), durante o encerramento do Fórum Negócios Brasil, em São Paulo. Zimerman estava acompanhado de Carol Paiffer e José Carlos Semenzato. O executivo afirmou que, caso as investigações não resultem em punições, será necessário manifestar-se contra a sem-vergonhice, alegando que estão roubando o Brasil.
Zimerman criticou a possibilidade de nulidade das investigações e questionou o movimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que solicitou a anulação do relatório da PF. O empresário argumentou que não é a primeira vez que processos no país são anulados por questionamentos sobre o rito processual, citando casos de pessoas descondenadas por falhas no procedimento.
Em sua defesa pela nulidade, Paulo Gonet, que também é citado no relatório, informou que André Mendonça utilizou a polícia para impor a investigação de Moraes. Segundo o procurador-geral, o ministro exerceu atividades que não lhe foram assinaladas, afirmando que não cabe ao juiz acusar ou realizar investigações pré-processuais.
Zimerman, que é presidente do conselho de administração do Grupo Petz Cobasi, foi aplaudido de pé pelo público do evento após as falas. A Petz, fundada em 2002, concluiu no início de 2026 a fusão com a Cobasi, operação anunciada em 2024.
A união das duas empresas criou a líder do varejo pet no país. Atualmente, a companhia soma mais de 500 lojas distribuídas por 24 estados brasileiros.


