O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, classificou nesta sexta-feira (4) o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras quatro autoridades como integrantes de um “império do mal”. As declarações foram publicadas em vídeo no Instagram após a quebra de sigilo do caso Master.
Segundo Malafaia, o grupo atuaria de forma coordenada para proteger Moraes e prejudicar o ministro André Mendonça, relator dos inquéritos do INSS e do Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O pastor chamou Moraes de “ditador da toga” e afirmou que as instituições e a democracia estão sendo destruídas.
As críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, baseiam-se no fato de o parlamentar não ter pautado pedidos de impeachment de Moraes apresentados pela oposição. Sobre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o religioso afirmou que ele é citado mais de 30 vezes em inquéritos cuja nulidade ele próprio defende, pedindo seu afastamento do cargo.
O vídeo também menciona supostas ligações entre o PT e o Banco Master. Malafaia alegou que Lula teve um encontro secreto com Daniel Vorcaro, fundador do banco, e que o empresário visitou o Palácio do Planalto quatro vezes. O pastor atribuiu o recebimento de R$ 5 milhões ao ex-ministro Ricardo Lewandowski e citou o envolvimento de Jaques Wagner e Fábio Luís Lula da Silva.
A tensão no STF aumentou após relatório da Polícia Federal (PF) revelar mensagens e encontros entre Moraes e Vorcaro. O sigilo foi retirado por André Mendonça, que levou o caso ao plenário. Em resposta, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a nulidade de atos de Mendonça, enquanto Moraes solicitou investigação contra o colega por abuso de autoridade.
O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, retirou o pedido de investigação contra Mendonça e fixou prazo de cinco dias úteis para que Moraes, a PGR, a PF e o ministro Mendonça apresentem informações sobre as alegações. Malafaia encerrou a publicação convocando manifestações populares para o dia 7 de setembro.
Procuradas, as assessorias do presidente Lula, da PF, do STF, da PGR, de Jaques Wagner, Ricardo Lewandowski e de Davi Alcolumbre não responderam aos questionamentos até a publicação desta reportagem.


