O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu, nesta sexta-feira (4), a divisão da Petrobras em até cinco empresas separadas como parte de seu projeto de privatização da estatal. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que a fragmentação da companhia estimularia a concorrência no setor e beneficiaria os consumidores.
Zema declarou que a privatização é ponto central de seu plano de governo e que o processo deve ser conduzido de forma responsável para gerar desenvolvimento econômico. O candidato comparou a proposta ao modelo do agronegócio, afirmando que a ausência de uma estatal no setor de alimentos contribuiu para que o Brasil se tornasse um dos maiores produtores mundiais.
Sobre a receita do governo, o ex-governador argumentou que a venda não representaria perda financeira. Segundo ele, se os recursos obtidos fossem aplicados em educação, saúde, portos e hidrovias, os retornos seriam superiores aos dividendos pagos atualmente pela companhia ao Tesouro.
Questionado sobre o financiamento da transição energética sem a estatal, Zema citou o potencial brasileiro em minerais estratégicos, como lítio e nióbio. Ele defendeu a criação de mecanismos tributários e linhas de financiamento para reduzir o custo da energia renovável e dos biocombustíveis.
O candidato criticou a gestão do setor elétrico, citando a construção de hidrelétricas a fio d’água na região Norte. Para Zema, a baixa capacidade de produção dessas usinas forçou a instalação de termelétricas, que ele classificou como a opção mais poluente disponível, evidenciando a falta de planejamento energético do país.


