Sete governadores possuem vantagem nas pesquisas eleitorais registradas na Justiça Eleitoral e podem ser reeleitos no primeiro turno das eleições de 2026. Os candidatos lideram as disputas no Amapá, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Roraima, Santa Catarina e São Paulo, onde a projeção de votos válidos indica vitória sem a necessidade de novo pleito.
Para vencer no primeiro turno, o candidato deve obter 50% dos votos válidos mais um voto, conforme a Constituição de 1988. Entre os líderes, Rafael Fonteles (PT), no Piauí, registra a maior vantagem, com 62,4% das intenções de voto em levantamento da AtlasIntel/Meio Norte divulgado no dia 3 de setembro.
Os demais governadores com margem para vitória são Dr. Furlan (PSD), no Amapá; Eduardo Braide (PSD), no Maranhão; Eduardo Riedel (PP), no Mato Grosso do Sul; Arthur Henrique (PL), em Roraima; Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina; e Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo.
Do grupo, quatro candidatos mantêm alinhamento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ): Arthur Henrique, Eduardo Braide, Tarcísio de Freitas e Jorginho Mello. Rafael Fonteles é o único aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto os outros três buscam neutralidade na disputa nacional.
Em quatro estados, a apuração indica empate técnico entre os dois candidatos mais competitivos, cenário que pode levar a um segundo turno. A situação ocorre em Alagoas, com Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB); Bahia, com ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT); Ceará, com Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB); e Pernambuco, com João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD).
A volatilidade do cenário é evidenciada pela redução do número de líderes com ampla vantagem. No dia 2 de setembro, nove governadores tinham projeção de vitória no primeiro turno; em uma semana, o número caiu para sete após a perda de vantagem de Raquel Lyra e Eduardo Paes.
Nas eleições de 2022, 14 estados e o Distrito Federal definiram seus governadores no primeiro turno. Naquela ocasião, as maiores votações foram registradas no Pará, Mato Grosso e Paraná, com percentuais próximos de 70% dos votos válidos.


