O coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, afirmou nesta sexta-feira (4) que o relatório da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro Jorge Messias e o relator do inquérito do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, apresenta equívocos.
O documento, citado por Alexandre de Moraes para solicitar a abertura de uma investigação contra Mendonça, indica que a Advocacia Geral da União (AGU) optou por não interpor recursos diante de possíveis direcionamentos da investigação feitos pelo relator do caso Master.
Carvalho defendeu a atuação de Messias e explicou que a AGU não possui atribuição penal para atuar em casos relacionados com a Polícia Federal. O coordenador do grupo de operadores do Direito, ligado à esquerda, afirmou que o ministro tem sido alvo de ataques e que sua interlocução com André Mendonça é íntegra.
Em nota publicada nesta sexta-feira (4), a AGU esclareceu a conduta de Messias no processo. O comunicado informou que o advogado-geral da União buscou atuar na interlocução entre os ministros André Mendonça e Edson Fachin.
O órgão declarou que continuará buscando soluções pacíficas e dialogadas para eventuais conflitos, com o objetivo de preservar a harmonia entre os Poderes da República, dentro de suas atribuições constitucionais e legais.


