O candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, defendeu nesta sexta-feira (4) o corte de despesas do governo federal como medida necessária para reduzir a taxa básica de juros para o patamar de 6% ao ano, durante a realização de uma sabatina.
O ex-governador de Minas Gerais apontou o desequilíbrio fiscal como a causa das taxas elevadas no Brasil. Para Zema, os gastos públicos são os responsáveis pelo sofrimento financeiro da população.
Durante a fala, o candidato declarou que o governo não deve conceder subsídios, mas sim trabalhar para acabar com o chamado Custo Brasil. Ele afirmou que as empresas que operam no território nacional pagam os juros mais caros do mundo.
A meta de 6% proposta representa menos da metade do nível atual da taxa Selic, que está em 14% ao ano. O índice passou por dois ciclos de alta devido à inflação registrada nos últimos anos.
A mediana do mercado, divulgada no Boletim Focus do Banco Central (BC), estima que os juros permaneçam em dois dígitos, no mínimo, até 2029.


