O juiz responsável pelo caso de Lindsay Clancy, acusada de estrangular os três filhos em 2023, declarou o julgamento nulo nesta sexta-feira (4), em Massachusetts. A decisão ocorreu após 38 horas de deliberações, nas quais o júri não conseguiu chegar a um veredito unânime sobre a condenação da ré.
A defesa de Clancy argumenta que ela não deve ser responsabilizada criminalmente por estar em um quadro de psicose pós-parto na época dos crimes. Segundo o advogado Kevin Reddington, o grupo de jurados estava dividido em 11 a 1, com a maioria inclinada a considerar a cliente inocente. O magistrado recusou o pedido de afastamento do jurado dissidente, afirmando que um integrante não poderia ser removido apenas por ter posição divergente.
As vítimas foram Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de oito meses. As mortes ocorreram em 24 de janeiro de 2023, na residência da família. A ex-enfermeira obstétrica não contesta ter matado as crianças, mas se declarou inocente das acusações de assassinato, alegando ter ouvido vozes que ordenavam o crime.
A promotoria, liderada por Timothy J. Cruz, sustenta que a ação foi intencional e planejada para expulsar o marido, Patrick Clancy, de casa. O promotor afirmou que o objetivo do processo é garantir a justiça para as vítimas e que não tomaria decisões imediatas sobre o futuro do caso nesta sexta-feira.
O presidente Donald Trump classificou o episódio como uma tragédia em declaração a repórteres na Casa Branca. Ele afirmou que a ré fez algo horrível e que será descoberto qual será o preço a pagar.
Clancy permanece internada no Hospital Tewksbury, instituição psiquiátrica estadual. O promotor do condado de Plymouth poderá apresentar novas acusações e levar o caso a um novo julgamento com outro júri. Caso as acusações sejam reduzidas para homicídio em segundo grau, o processo poderá seguir para um julgamento sem júri, com veredito proferido apenas pelo juiz.


