Cerca de 45% dos eleitores independentes afirmam querer votar menos em candidatos que se ausentam de debates na televisão, segundo pesquisa da Quaest. O grupo, que não se define como de esquerda ou direita, é considerado um segmento-chave para a disputa presidencial deste ano.
Na população geral, a tendência é diferente: 57% dos entrevistados dizem que a ausência em debates não afeta a decisão de voto, enquanto 37% afirmam que passariam a votar menos em quem evita o confronto direto. Eleitores lulistas e bolsonaristas tendem a ser menos impactados pelas faltas, aponta o levantamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não compareceram ao primeiro debate entre presidenciáveis, realizado pela TV Band em agosto. Até o momento, ambos não confirmaram presença no encontro marcado para o dia 14, que será transmitido por um pool de emissoras e veículos de imprensa.
O impacto negativo é maior entre mulheres, com 39% rejeitando ausentes, contra 35% entre os homens. A pesquisa também indica que 13% das mulheres ainda não definiram seu voto, enquanto entre os homens esse índice é de 7%. No recorte por escolaridade, 43% dos eleitores com ensino superior afirmam que a falta em debates impacta negativamente a escolha.
Jovens de 16 a 34 anos também demonstram maior rejeição, com 46% dizendo que a ausência faz querer votar menos em um candidato. Nessa faixa etária, o candidato Augusto Cury (Avante) registrou 14% das intenções de voto em pesquisa divulgada nesta semana. Cury criticou a ausência de Lula no debate da Band, encontro que ele próprio ameaçou faltar.
Os eleitores mais velhos são os menos afetados, com 63% afirmando que a ausência não altera o voto. O levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de dois pontos.


