O ministro Alexandre de Moraes utilizou um relatório apócrifo da Polícia Federal (PF) para tentar inviabilizar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre em paralelo a reações do magistrado contra um pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça.
O documento da PF também teria sido empregado na tentativa de interromper as investigações referentes ao caso Banco Master. O relator do inquérito das fake news utilizou o material para responder a questionamentos institucionais.
A estratégia visa sabotar a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de emplacar Messias em uma das cadeiras da Corte Suprema. O uso do relatório apócrifo expõe a ofensiva do ministro contra a escolha do Executivo.
A apuração indica que a ação de Moraes serve como resposta direta ao pedido de investigação apresentado por André Mendonça. O conteúdo do relatório é a peça central dessa articulação política e jurídica dentro do tribunal.


