Estêvão e seu staff manifestaram preocupação com a minutagem e a função tática do atacante no Chelsea sob o comando do técnico Xabi Alonso. O jogador teme perder espaço no setor ofensivo e ser deslocado para a posição de ala, função que exige maior volume defensivo e responsabilidade pelo corredor lateral.
A apreensão surge nas primeiras semanas de trabalho do treinador espanhol. O brasileiro retornou recentemente ao elenco após três meses de afastamento por uma lesão muscular na coxa direita, ocorrida em abril, que o impediu de disputar a Copa do Mundo.
Nas partidas iniciais da temporada, Alonso implementou um sistema com três zagueiros. O trio formado por Cole Palmer, Morgan Rogers e João Pedro foi titular nas vitórias por 3 a 2 sobre o Fulham e por 4 a 3 contra o Brighton, pela Premier League.
A concorrência interna é alta. Palmer é referência técnica do time e possui liberdade para atuar centralizado. Já Rogers foi a contratação mais cara da história do clube, chegando para ser protagonista do projeto. Por esse motivo, Estêvão iniciou a temporada como reserva.
O ex-jogador do Palmeiras atuou nos minutos finais contra o Fulham e foi titular na vitória por 2 a 0 sobre o Luton Town, pela Copa da Liga, onde participou do segundo gol. No jogo contra o Brighton, permaneceu no banco.
A resistência tática de Estêvão baseia-se em seu estilo de jogo, focado em drible, aceleração e incursões da ponta para o centro. O jogador recebeu indicações, durante a transferência, de que o clube pretendia desenvolvê-lo em uma função de camisa 10, embora tenha sido utilizado majoritariamente pelos lados do campo até agora.
A apuração indica que o cenário não significa a intenção de Estêvão de deixar o clube ou a existência de conflitos com Xabi Alonso.


