A presidente do PSOL em Goiás e candidata ao Senado, Cintia Dias, criticou a distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026. Segundo a dirigente, a concentração de verbas em nomes já conhecidos cria uma disputa desigual e compromete a diversidade da representação política.
Cintia Dias afirmou que a administração dos recursos pelos partidos favorece quem possui mandato ou maior exposição pública. A candidata declarou que a burocracia impede a democracia e questionou a possibilidade de mulheres ocuparem espaços na política sem condições financeiras mínimas para disputar as eleições.
A dirigente explicou que os partidos dividem 40% do fundo entre todos os candidatos, mas concentram a maior parte do restante nos nomes considerados mais competitivos. Ela classificou esse modelo como plutocracia, onde o poder econômico define quem consegue chegar ao eleitorado.
Para ilustrar a disparidade, Dias comparou os valores recebidos. Enquanto uma candidatura ao Senado recebeu R$ 160 mil — dos quais R$ 60 mil são destinados à comunicação dos deputados para garantir tempo de TV —, deputados que buscam a reeleição chegam a receber R$ 2 milhões.
Sobre a estratégia eleitoral em Goiás, a presidente do PSOL disse que a Frente Progressista Popular pode ampliar o espaço do campo progressista. Ela citou as candidaturas de Edward Madureira, para a Câmara dos Deputados, e de Barbara Bombom, para ampliar a representação de pessoas trans.
Cintia Dias também comentou a visita do ministro Guilherme Boulos ao estado. Na avaliação da candidata, a presença do ministro serve para garantir que o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteja representado e vivo nas articulações locais.


