Um grupo de manifestantes encapuzados bloqueou, neste sábado (5), os acessos ao porto de Dover, no sudeste da Inglaterra. A ação interrompeu as rotas de entrada e saída do terminal, principal ponto de travessia de balsas para a França, e causou congestionamentos nas estradas da região.
O ativista de extrema direita Tommy Robinson afirmou que a mobilização é contra a chegada de imigrantes ao Reino Unido por meio de pequenas embarcações no Canal da Mancha. Robinson descreveu a situação como uma “invasão” do país por homens em idade de combate que estariam em território britânico ilegalmente.
A administração do porto de Dover classificou o ocorrido como um “incidente de ordem pública” que afeta tanto o terminal quanto a cidade. A Polícia de Kent informou que agentes estão no local interagindo com os manifestantes. Vídeos divulgados na internet mostram dezenas de pessoas vestidas de preto e usando balaclavas concentradas na área portuária.
Segundo a National Highways, o bloqueio atinge os dois sentidos da rodovia A20, resultando em cerca de 6,4 quilômetros de congestionamento e atrasos de até 30 minutos. A empresa P&O Ferries declarou que as travessias operam normalmente e que passageiros que perderem o embarque serão transferidos. A DFDS informou que acomodará os passageiros na chegada ao porto.
O deputado trabalhista por Dover e Deal, Mike Tapp, criticou a ação dos manifestantes. Tapp afirmou que as chegadas de migrantes em barcos caíram 40% e que a situação está sendo resolvida.
Dados do governo indicam que o número de chegadas até 1º de setembro deste ano foi de 16.513 pessoas. O volume é 43% menor do que no mesmo período de 2025, embora governos britânicos sucessivos enfrentem dificuldades para conter o fluxo de requerentes de asilo em barcos infláveis.


