O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) gastou R$ 116 mil em anúncios nas redes sociais durante a campanha eleitoral. Dados da Biblioteca de Anúncios da Meta indicam que a estratégia prioriza o público jovem e a região Nordeste, com gastos de R$ 43,9 mil registrados apenas entre 25 e 31 de agosto.
Eleitores entre 18 e 24 anos foram responsáveis por 36% das impressões estimadas dos conteúdos patrocinados. Na faixa de 25 a 34 anos, o índice foi de 32%. A distribuição regional também sofreu alteração, com o Nordeste concentrando mais da metade das visualizações, superando a participação do Sudeste.
Entre os materiais impulsionados está um vídeo com trechos do primeiro debate presidencial. A participação no evento elevou a exposição do candidato nas redes sociais e no volume de buscas na internet. Nas últimas semanas, Cury registrou a chegada de milhões de novos seguidores.
O crescimento acelerado da audiência gerou questionamentos de campanhas adversárias sobre a origem da expansão. Cury negou irregularidades e afirmou que o aumento ocorreu de forma espontânea. Não há registro de processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o crescimento de seguidores do candidato.
A campanha declarou as despesas de impulsionamento à Justiça Eleitoral e afirmou que os valores correspondem às ações digitais. A legislação permite a compra de anúncios, mas proíbe o uso de perfis falsos ou automatizados para manipular o engajamento, além de veda conteúdos pagos para atacar adversários.


