O XXI RioHarpFestival realiza 23 concertos gratuitos de harpa no Centro do Rio, entre os dias 16 e 27 de setembro. A edição deste ano é dedicada à música latino-americana e reúne artistas do Brasil, Argentina, Paraguai, Venezuela, Chile e Uruguai em museus, igrejas e centros culturais da região.
As apresentações integram a 1ª Semana de Arte do Rio, que promove exposições e intervenções urbanas na região central. A organização do circuito estima que a edição anterior, ocorrida em julho, atraiu 18 mil pessoas. O projeto já passou por São Paulo em agosto e tem agenda programada para Europa e África até novembro.
O repertório abrange harpa paraguaia e clássica, além de ritmos como tango, milonga e candombe. O instrumento será acompanhado por voz, guitarra, trompa, koto e formações orquestrais. A programação inclui parcerias com a Banda Sinfônica Nacional, a Orquestra de Ukuleles e a Camerata Uerê, formada por músicos da comunidade da Maré.
A abertura acontece no dia 16 de setembro, às 12h30, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), com o harpista argentino Walter Morato. O retorno ao local marca o reencontro do festival com o espaço onde o projeto Música no Museu começou, em 1997, mas que teve as atividades interrompidas em 2018 para revitalização.
Sérgio da Costa e Silva, idealizador e diretor do RioHarpFestival e da série Música no Museu, afirmou que trazer a harpa para o centro do palco transforma os concertos em pontos de encontro entre diferentes culturas e tradições musicais.
Entre os convidados estão os venezuelanos Jesus Suárez e Luis Castro, o chileno Christian Rodríguez e o uruguaio Nicolás Almada. O Brasil é representado por Rafael Deboleto, Giovana Sanches, Gelton Galvão e Alessandro Aguiar. O festival faz parte do projeto Música no Museu, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade do Rio de Janeiro.


