Uma campanha de arrecadação online para apoiar os pais de Lindsay Clancy, acusada de matar os três filhos em 2023, arrecadou mais de US$ 1,1 milhão (cerca de R$ 6,1 milhões). O volume de doações cresceu após o juiz William Sullivan declarar nulo o julgamento da americana, nesta sexta-feira (4), por falta de decisão unânime do júri.
A iniciativa, chamada “The Musgrove family fund”, tem como objetivo ajudar Mike e Paula Musgrove a arcarem com os custos de estarem longe de casa para acompanhar a filha no processo judicial e em tratamento psiquiátrico. A organizadora da campanha, Brandee Mulligan, de 42 anos, elevou a meta de arrecadação para US$ 3 milhões (cerca de R$ 15,4 milhões) devido à possibilidade de prolongamento do processo.
A GoFundMe confirmou que a campanha é verificada e que os recursos são destinados diretamente a Mike Musgrove. Segundo a organizadora, a ação ocorreu com o consentimento da família e com o conhecimento do advogado de Clancy, Kevin Reddington. Após a anulação do julgamento, a página registrou novas doações com valores entre US$ 5 e US$ 300.
O julgamento durou sete semanas e terminou após 38 horas de deliberações. O júri, composto por nove mulheres e três homens, informou ao magistrado que não conseguia chegar a um consenso. A defesa havia tentado afastar um dos jurados, alegando que ele seria o único contrário à absolvição, mas o pedido foi rejeitado por Sullivan.
Clancy, ex-enfermeira obstétrica, é acusada de matar os filhos Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de oito meses, em 24 de janeiro de 2023, em Massachusetts. A defesa sustenta que a ré sofria de psicose pós-parto e alucinações. A promotoria, porém, afirma que ela planejou os crimes. O ex-marido, Patrick Clancy, relatou ter encontrado as crianças com faixas elásticas no pescoço.
O promotor do condado de Plymouth, Timothy J. Cruz, informou que ainda não decidiu se apresentará novas acusações para um novo julgamento. Lindsay Clancy segue internada no Hospital Tewksbury, instituição psiquiátrica estadual de Massachusetts. O presidente Donald Trump classificou o episódio como uma “tragédia” e disse que ainda é necessário definir a punição.


