O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (4) com críticas ao senador Wilder Morais (PL), pré-candidato ao governo de Goiás. Corrêa rebateu declarações do parlamentar e questionou a coerência do discurso de direita do correligionário diante de atuações passadas no Senado.
A reação do prefeito ocorreu após Wilder Morais descrevê-lo como um político “sabor direita” durante sabatina a um portal de notícias. Em resposta, Corrêa utilizou termos como “sabor preguiça” e “sabor rabo preso”, afirmando que o senador sente o “sabor amargo da derrota” por suas atitudes. O prefeito cobrou que o parlamentar apresente projetos consistentes para a população em vez de focar em ataques.
Entre as críticas, Márcio Corrêa mencionou a ausência de Wilder na votação de 29 de abril deste ano, que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O prefeito também relembrou um jantar promovido pelo senador em sua embarcação, no Lago Paranoá, em 2017, que serviu como articulação para a indicação de Alexandre de Moraes à Corte.
O prefeito citou ainda a trajetória de Wilder, mencionando gravações da Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Nos diálogos, o contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, atribui a si próprio a participação na ascensão política do senador, incluindo a indicação à suplência e a nomeação para uma secretaria.
Corrêa classificou a candidatura de Wilder ao governo estadual como um “projeto falido” e um “barco que está afundando”. O prefeito afirmou que o senador deve deixar os ambientes de conforto e “pôr botina” para dialogar com a população, criticando a postura de quem utiliza “sapatinho caro no ar-condicionado”.
O conflito entre os dois membros do PL se intensificou após Márcio Corrêa anunciar, no dia 22 de agosto, apoio à reeleição do vice-governador Daniel Vilela. A decisão resultou na abertura de um processo ético-disciplinar contra o prefeito pela direção do partido em Goiás. Corrêa declarou que mantém apoio a nomes como Flávio Bolsonaro, Gustavo Gayer e Major Vitor Hugo.


