O guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, defendeu a necessidade de o Brasil avançar em discussões sobre eutanásia, suicídio assistido e cuidados paliativos. A posição do músico foi motivada pela morte da esposa, Patrícia Perissinotto, ocorrida em 2022 aos 52 anos, vítima de um câncer.
A experiência pessoal levou Kisser a criar uma associação em defesa da eutanásia no país. O artista afirmou que a morte é tratada como um “elefante na sala” e que a falta de diálogo sobre testamentos vitais e terminalidade impede que as pessoas enfrentem a finitude com mais leveza.
A reflexão sobre o fim da vida influenciou a decisão de encerrar as atividades do Sepultura. A banda, que percorreu 80 países, realiza uma turnê de despedida iniciada em 2024, com previsão de término em 2026. O grupo se apresenta neste sábado (5) no Rock in Rio.
Kisser relatou também ter interrompido o consumo de álcool há quatro anos. A mudança ocorreu após um episódio de perda de controle durante um evento familiar, quando percebeu que a bebida estava fazendo as escolhas por ele. Atualmente, o músico adota práticas de meditação, pilates e banhos de gelo.
Sobre a fase final da banda, o guitarrista informou que existe a possibilidade de um último show com a participação de todos os ex-integrantes, incluindo os fundadores Iggor e Max Cavalera. O grupo planeja ainda tocar em locais onde nunca esteve, como Alasca e Islândia, antes do encerramento definitivo.


