O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, neste sábado (5), que o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), funciona como um “gabinete da perseguição”. As declarações ocorreram após visita ao ex-assessor Filipe Martins na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná.
Flávio Bolsonaro declarou que Moraes utilizou o inquérito de fake news para perseguir opositores políticos e que o ministro teria agido contra pessoas de direita e contra o ministro André Mendonça. O senador citou ainda que Moraes teria sido flagrado editando um contrato da esposa com um investigado chamado Vorcaro.
A visita ao ex-assessor especial para Assuntos Internacionais de Jair Bolsonaro foi autorizada por Moraes. Filipe Martins cumpre pena de 21 anos de prisão por organização criminosa e participação na tentativa de golpe de Estado. Flávio afirmou que o amigo foi condenado por uma minuta que nunca existiu.
O senador estava acompanhado por Sergio Moro (PL-PR), candidato ao governo do Paraná, e por Filipe Barros (PL-PR), candidato ao Senado. Martins foi preso preventivamente em 2 de janeiro, sob a justificativa de descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF.
Durante a detenção, Martins foi transferido em 6 de janeiro para o Complexo Médico Penal, no Paraná. A administração penitenciária estadual justificou a mudança por características da unidade de Ponta Grossa. Moraes, contudo, determinou o retorno à cadeia original em 28 de fevereiro, alegando que a alteração exigia autorização do Tribunal.
A condenação de Martins ocorreu no processo sobre a tentativa de golpe. De acordo com a acusação, o ex-assessor integrava o núcleo responsável por articular medidas para contestar e tentar reverter o resultado das eleições de 2022.


