O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu, neste sábado (5), uma ação no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, para apresentar a urna eletrônica e permitir que cidadãos simulassem a votação das eleições de 2026. A iniciativa visou familiarizar o eleitor com o equipamento e sua nova interface antes do pleito.
A estrutura contou com duas urnas. Uma delas permaneceu aberta para a demonstração de peças e mecanismos de segurança, enquanto a outra foi utilizada para a simulação de votos com candidatos fictícios. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a ação busca mostrar que o funcionamento do equipamento não apresenta mistérios.
Para as eleições de 2026, a urna terá telas redesenhadas, letras com maior legibilidade e uma barra de progresso para indicar as etapas do processo. O equipamento mantém recursos de acessibilidade, incluindo teclado tátil e audível, síntese de voz e intérprete de Libras.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Cláudio de Mello Tavares, explicou que a máquina não possui conexão com a internet, wi-fi, chip de celular ou antena, o que impede invasões remotas. Nunes Marques declarou que a tecnologia foi desenvolvida para facilitar a vida das pessoas.
Durante o evento, a Justiça Eleitoral orientou a preparação de uma “colinha” em papel com os números dos candidatos, já que serão feitas seis escolhas na urna em 2026. O uso de aparelhos celulares é proibido na cabine de votação. Foram distribuídos Manuais do Eleitor e painéis da exposição “O Caminho do Voto”.
A simulação foi testada por pessoas de diferentes faixas etárias, incluindo um jovem de 17 anos que votará pela primeira vez e um homem de 86 anos. O primeiro turno das eleições ocorre em 4 de outubro, com eventual segundo turno marcado para 25 de outubro.


