O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (4), a venda de bombas e equipamentos militares à Arábia Saudita no valor de US$ 5 bilhões. A transação, que ainda depende de aprovação do Congresso norte-americano, visa ampliar a capacidade de defesa aérea do país contra ameaças regionais.
O lote aprovado contempla bombas JDAM-ER (Joint Direct Attack Munition – Extended Range), munições guiadas por GPS e equipamentos de apoio. A fabricante Boeing será a principal contratada para fornecer o material, que inclui peças de reposição e suporte logístico.
O governo de Washington classificou a Arábia Saudita como um aliado importante, embora o país não integre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O Departamento de Estado informou que a venda aumentará a interoperabilidade das Forças Armadas sauditas com sistemas usados pelos Estados Unidos e outros parceiros do Golfo.
A decisão ocorre em meio a um conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro. A Arábia Saudita tem sido alvo de ataques com mísseis e drones conduzidos por forças iranianas e pelos houthis, grupo apoiado por Teerã que atua no Iêmen.
Os houthis haviam mantido uma trégua informal com Riad desde 2022, mas o acordo foi rompido após o começo da guerra com o Irã. Em julho, os rebeldes anunciaram um bloqueio naval e atacaram petroleiros sauditas no mar Vermelho.
No mesmo mês, Riad participou de ataques ao lado dos Estados Unidos contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque. O governo saudita atribuiu a esses grupos a responsabilidade por uma ofensiva com drones contra instalações petrolíferas do país.


