O presidente nacional do União Brasil, Antonio de Rueda, disputa vaga como deputado federal pelo Rio de Janeiro com foco na Baixada Fluminense. O político, que alterou seu domicílio eleitoral em janeiro, baseia sua estratégia na parceria com o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e em articulações com candidatos de diferentes campos ideológicos.
Rueda, que iniciou a trajetória política em 2001 no PSL, coordenou a fusão do partido com o DEM e, posteriormente, a junção com o PP. Em discursos em Belford Roxo, ele se define como um marinheiro de primeira viagem na disputa eleitoral e afirma que pretende ser a voz da região no Congresso Nacional.
A estratégia de campanha inclui a proximidade com nomes de espectros opostos. O dirigente participa de agendas com o candidato a deputado estadual bolsonarista Rogério Amorim (PL) e mantém relação com o entorno de Eduardo Paes (PSD). Recentemente, Rueda recebeu menção nominal em carreata de Paes na Zona Oeste da capital e declarou apoio à candidatura ao Senado de Pedro Paulo (PSD).
O candidato afirma ter vínculo afetivo com o Rio de Janeiro, onde mantém moradia desde 2014 e adquiriu um apartamento na capital no final de 2022. Entre as propostas, Rueda defende a expansão de unidades de monitoramento aéreo por drones para os 92 municípios do estado, projeto que reivindica ter coautorado em Belford Roxo.
Nos dados declarados à Justiça Eleitoral, Rueda aparece como o segundo candidato mais rico da disputa no Rio, com um patrimônio de R$ 75,6 milhões. A lista de bens inclui imóveis em Alagoas e Pernambuco, um apartamento no Rio de Janeiro e participações societárias que somam R$ 18,5 milhões.
A viabilidade da candidatura na Baixada Fluminense foi favorecida pelo afastamento de Márcio Canella da chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Canella desistiu de disputar o Senado após ser preso em 7 de julho por porte ilegal de arma de uso restrito, durante investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro em postos de gasolina.


