A Apple deixou o ranking de ações internacionais mais recomendadas para setembro, após a subida do custo de memória utilizada em data centers pressionar a margem do próximo modelo de iPhone. A Micron assumiu a liderança da lista, sendo a empresa mais indicada por gestoras de investimento.
A mudança nas recomendações ocorre em um cenário de incerteza sobre os juros nos Estados Unidos. O discurso do presidente do banco central em Jackson Hole, no fim de agosto, e o relatório de emprego divulgado na sexta-feira (4) reabriram a possibilidade de um novo aumento nas taxas já na decisão do dia 16.
O custo da memória impactou a seleção de ativos, favorecendo empresas que vendem o componente em detrimento das que o consomem. A Micron é a mais indicada, com seis recomendações, baseada na suboferta de memória de alta largura de banda para inteligência artificial, que é vendida por um preço três vezes superior à tradicional.
Alphabet e Amazon aparecem com cinco indicações cada. O Google Cloud registrou crescimento de 82% na receita no segundo trimestre, enquanto a AWS, braço de nuvem da Amazon, avançou 36,8% no mesmo período, com margem operacional acima de 39%.
Microsoft e Nvidia registram quatro recomendações cada. A Microsoft teve alta de 43% na receita do Azure, o melhor ritmo desde 2022. Já a Nvidia detém 80% do fornecimento de GPUs para data centers, com receita do segmento crescendo 117% no último trimestre.
A Exxon Mobil é a única representante do setor de energia com quatro indicações. A tese de investimento baseia-se no desconto da ação frente à média dos últimos dois anos, no cenário geopolítico que eleva o preço do petróleo e nas margens de refino elevadas.
No mercado brasileiro, o índice de BDRs subiu 6,04% em agosto, apresentando o segundo melhor desempenho entre os índices de renda variável da B3 no mês, ficando atrás apenas do ouro.


