O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve a aprovação de cinco propostas prioritárias no Congresso Nacional na última semana de votações antes do primeiro turno das eleições. No entanto, a votação de duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC), que tratam da escala 6×1 e da Segurança, foi adiada.
Entre as vitórias legislativas estão o fim da cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, via Medida Provisória (MP) 1.357 de 2026, e a aprovação do Marco Legal dos Minerais Críticos no Senado. O novo marco permite que a União barre operações com minerais considerados essenciais à soberania nacional.
O Congresso também aprovou o Redata, programa de incentivo a data centers com energia renovável, que segundo Lula pode atrair R$ 500 bilhões em investimentos. Além disso, foi aprovada a MP 1.369 de 2026, que amplia o Programa de Gerenciamento de Benefícios para reduzir a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e a MP 1.366 de 2026, que libera até R$ 30 bilhões em crédito para renovação de frota de taxistas e motoristas de aplicativo.
As PECs da redução da jornada de trabalho (6×1) e da Segurança não foram levadas ao plenário. A proposta da escala 6×1 passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas o governo desistiu da votação por incerteza sobre a maioria necessária. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a articulação de Flávio Bolsonaro (PL) esvaziou o plenário.
A PEC da Segurança teve o texto principal aprovado na CCJ, mas aguarda a análise de sugestões de alteração. Por serem emendas constitucionais, ambas exigem 49 votos em dois turnos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que as pautas devem retornar à votação a partir de 5 de outubro, após o primeiro turno das eleições.
O cenário ocorre enquanto a pesquisa PoderData/Aya, realizada entre 30 de agosto e 2 de setembro, indica que Flávio Bolsonaro lidera a intenção de voto para o segundo turno com 45%, contra 44% de Lula. É a primeira vez desde maio que o senador supera o presidente numericamente.


