O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alertou, neste domingo (6), sobre a circulação de mensagens fraudulentas que utilizam a identidade da Justiça Eleitoral para induzir cidadãos a fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos indevidos. As abordagens ocorrem via WhatsApp, SMS e e-mail, simulando pendências no título de eleitor.
As fraudes identificadas em 2026 utilizam logotipos oficiais e dados como nome e CPF das vítimas para transmitir credibilidade. Em um dos casos, um perfil falso no WhatsApp se identificava como “Departamento de Atendimento ao Cliente” — setor que não existe no TSE nem nos tribunais regionais — e ameaçava o bloqueio de serviços bancários e governamentais.
O tribunal informou que as vítimas são frequentemente direcionadas a páginas que imitam o Portal da Justiça Eleitoral ou instadas a baixar aplicativos desconhecidos, como o chamado “Soluciona Pendência”. A orientação é que o eleitor não clique em links encaminhados e não forneça senhas ou dados bancários.
Sobre cobranças, o TSE explicou que a regularização eleitoral é gratuita, mas multas por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais podem ser devidas. Nesses casos, o pagamento via Pix deve ter como recebedor a Secretaria do Tesouro Nacional. O órgão alertou que nunca devem aparecer dados bancários de pessoas físicas em cobranças oficiais.
A Justiça Eleitoral ressaltou que o cadastro eleitoral está fechado desde 7 de maio para a preparação das eleições de 2026, com reabertura prevista para 3 de novembro. Durante esse intervalo, serviços como emissão de primeiro título, transferência de domicílio e atualização cadastral estão suspensos.
Para verificar a situação do título ou eventuais débitos, o tribunal recomenda o uso exclusivo do Portal do TSE, do Autoatendimento Eleitoral ou do aplicativo e-Título. A confirmação de convocações para mesários deve ser feita diretamente no portal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado ou no cartório eleitoral.


