O conselheiro vitalício do São Paulo FC, Carlos Sadi, tornou-se alvo de críticas após fazer declarações elitistas e preconceituosas durante uma transmissão. O dirigente, que era cotado para assumir a vice-presidência na chapa de oposição, utilizou termos pejorativos para se referir a bairros populares, torcedores rivais e a outros membros do conselho.
Sadi afirmou que o clube teria perdido o glamour e declarou ser elitista. Em sua fala, disse que, caso não tivesse glamour, torceria para o Corinthians e frequentaria Itaquera, em vez de morar no Morumbi. O conselheiro também criticou a entrada de novos grupos na estrutura da instituição, referindo-se a eles como “baixo clero”.
Durante a transmissão, o dirigente comparou a situação política do clube ao casamento com uma mulher de Paraisópolis, alegando que a família inteira passaria a morar com a pessoa. Sadi também comparou conselheiros mais velhos a “caiçaras que trabalham para mim no Guarujá” e insinuou que o grupo de situação elegeria pessoas simples em troca de “dois pães com mortadela”.
A repercussão negativa levou a liderança da oposição a desautorizar as declarações. O grupo agora estuda a retirada de Sadi da composição da chapa. A indignação foi registrada por torcedores do São Paulo, do Corinthians e de outras agremiações.
Em nota de retratação, o conselheiro alegou ter sido mal interpretado e classificou as falas como um equívoco. Sadi afirmou que o mundo mudou e que sua intenção era defender a grandeza histórica do clube.


