Uma tendência de inteligência artificial que transforma fotografias de celebridades em vídeos com cortes de cabelo curto, como o modelo chanel, circula nas redes sociais. Adriane Galisteu, Brunna Gonçalves e Camila Loures utilizaram a ferramenta para simular mudanças de visual que reproduzem o processo de corte dos fios.
O recurso digital modifica a imagem a partir de uma foto para criar sequências de antes e depois. O grau de realismo permite que as pessoas testem mudanças estéticas antes de aplicá-las fisicamente, alterando a forma como referências de beleza são levadas aos profissionais de salão.
A visagista e terapeuta capilar Mari Borges afirmou que a tecnologia ajuda a visualizar caminhos, mas não substitui a avaliação individual. Segundo a profissional, a IA não compreende a pessoa por trás da imagem, ignorando fatores como formato do rosto, textura, volume dos fios e a rotina de cuidados do usuário.
Borges explicou que simulações podem suavizar texturas e apresentar acabamentos difíceis de reproduzir no cotidiano. Para a especialista, um resultado que agrada na tela pode não ser a melhor escolha para o movimento natural do cabelo ou para a vida real.
A tecnologia é vista como aliada na comunicação entre cliente e profissional, permitindo que o desejo do consumidor seja mais claro. No entanto, a visagista informou que referências digitais devem ser interpretadas e adaptadas pelo profissional para que a proposta seja viável e favoreça a pessoa.
A popularização dessas ferramentas reduz a distância entre imaginar e visualizar transformações. A especialista orientou que, antes de cortar, é necessário entender as exigências de manutenção do modelo escolhido, reforçando que o olhar profissional é fundamental para transformar a imagem perfeita da IA em uma escolha saudável e coerente.


