A Cripta Imperial, localizada no subsolo do Monumento à Independência, em São Paulo, reabre nesta segunda-feira (7) após três anos e nove meses de interdição. O local, que abriga os restos mortais de Dom Pedro I e das imperatrizes Leopoldina e Amélia, passou por revitalização com investimento de R$ 5,3 milhões.
A cerimônia de reabertura ocorre às 14h30, segundo a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) e o Museu da Cidade de São Paulo. A programação inclui apresentação do Ensemble FTM, grupo da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, às 15h, e visitação guiada até as 17h.
As intervenções incluíram a instalação de novos banheiros, acessibilidade arquitetônica e sistema de ar-condicionado. A obra contemplou a conservação do bronze dos sarcófagos, o fechamento do teto com mármore amarelo e melhorias no espaço expositivo. Os restos mortais da realeza permaneceram em seus locais originais durante todo o processo.
O Museu da Cidade de São Paulo inaugura, no evento, a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria de Marly Rodrigues. Paralelamente, a Casa do Grito mantém a mostra “Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique”. Ambas as exposições funcionam de terça a domingo, das 9h às 17h.
A Cripta Imperial foi inaugurada em 7 de setembro de 1952. O corpo da Imperatriz Maria Leopoldina foi o primeiro a ocupar o local. Dom Pedro I chegou em 1972, após negociação com o governo de Portugal para a transferência de seus restos mortais do Panteão dos Braganças, em Lisboa. A Imperatriz Dona Amélia foi trazida para o local em 1982.
O Monumento à Independência, onde a cripta está inserida, foi inaugurado em 1922 para celebrar o centenário da Independência do Brasil, com a conclusão total das obras ocorrendo em 1926.


