O Irã afirmou, neste domingo (6), ter atacado uma embarcação não tripulada dos Estados Unidos que tentava entrar no estreito de Ormuz. O governo iraniano declarou que responderá a eventuais investidas contra seus navios de forma “mais rápida e dolorosa”, mas os militares norte-americanos negaram o episódio e classificaram a afirmação como mentira.
O incidente ocorre um dia após as Forças Armadas dos EUA informarem que atingiram três petroleiros iranianos. A ação foi resposta a disparos de mísseis balísticos contra embarcações de guerra da Marinha norte-americana. O conflito armado teve início em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel ao território iraniano.
Apesar de uma trégua anunciada em junho, os confrontos foram retomados na última semana, concentrando-se na costa sul do Irã e no estreito de Ormuz. Um bombardeio recente realizado pelos Estados Unidos na região deixou ao menos cinco mortos.
O governo de Donald Trump responde militarmente em Ormuz e aplica punições a instituições financeiras estrangeiras que movimentam recursos de Teerã. Para driblar o bloqueio nos portos e manter as exportações, o Irã utiliza uma frota paralela de petroleiros.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, informou que cerca de 9 milhões de barris de petróleo por dia atravessam o estreito com escolta da Marinha norte-americana. O volume representa dois terços do fluxo registrado antes do início do conflito.
Diplomatas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha pretendem acionar o Conselho de Segurança da ONU. A medida ocorre devido ao descumprimento de obrigações de não proliferação nuclear por parte do Irã, segundo a apuração de agências internacionais.


