A apresentadora de televisão Sarah Khalifa foi condenada à morte por enforcamento por um tribunal do Cairo, no Egito, nesta sexta-feira (6). Ela e outros 11 réus foram acusados de integrar um esquema organizado de fabricação e tráfico de drogas.
Khalifa, que comanda o programa policial Mission Impossible, nega qualquer participação no crime. A defesa da apresentadora informou que deve recorrer da decisão judicial.
Segundo a acusação, o grupo utilizava dois apartamentos como laboratórios para a produção de entorpecentes. As autoridades informaram a apreensão de mais de 750 quilos de drogas e insumos, além de armas e munições sem licença.
Em depoimento prestado no ano passado, a apresentadora afirmou que nunca havia visto drogas antes de ser levada aos escritórios de combate a narcóticos. Ela sustenta que as fotos em que aparece ao lado do material apreendido foram tiradas nesse momento e contesta as acusações.
A sentença foi emitida após consulta ao Grande Mufti do Egito, procedimento previsto para casos de pena capital no país. A decisão não encerra o caminho judicial e permite a apresentação de recursos.
Além da condenação de Khalifa e outros 11 réus, nove acusados receberam prisão perpétua. Sete pessoas foram absolvidas pelo tribunal. Fora da televisão, a condenada mantém uma clínica de estética e uma empresa de produção de eventos.


