O custo total das eleições de 2026 ultrapassa R$ 20 bilhões, somando os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, a manutenção da Justiça Eleitoral, o Fundo Partidário e a renúncia fiscal decorrente da propaganda em rádio e televisão, conforme dados do Orçamento da União.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão, soma R$ 5 bilhões. O montante é duas vezes e meia maior do que o valor destinado às legendas em 2018, quando o recurso era inferior a R$ 2 bilhões. Cada partido recebe uma parcela inicial de R$ 3,3 milhões, enquanto o restante é distribuído com base no desempenho eleitoral e na representação no Congresso.
A divisão do Fundão é concentrada: 12 das 30 legendas detêm 90% dos recursos. O PL receberá R$ 880 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 526 milhões. Na outra extremidade do grupo, o PSB terá R$ 152 milhões, o PSDB R$ 148 milhões e o Psol R$ 131 milhões.
A estrutura dos tribunais representa a maior fatia dos gastos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dispõe de R$ 4,2 bilhões, enquanto os tribunais regionais dos 26 estados e do Distrito Federal somam R$ 8,4 bilhões. O Orçamento da União reserva ainda quase R$ 2 bilhões para a rubrica Pleitos Eleitorais.
O Fundo Partidário acrescenta R$ 1,4 bilhão para manutenção de atividades, como salários, aluguéis e viagens. Já a compensação tributária paga às emissoras que cedem espaço para propaganda eleitoral deve se aproximar de R$ 1 bilhão em 2026.
Com cerca de 20 mil candidatos inscritos, o custo médio por concorrente é de R$ 1 milhão. O total destinado ao processo eleitoral seria suficiente para financiar o Programa Universidade para Todos (Prouni) por cinco anos, considerando a previsão de R$ 4 bilhões para o programa em 2026.


