A esposa do influenciador Lito Sousa, Mila Seidl, negou neste sábado (5) que a autorização para o uso de um medicamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob tenha ocorrido por meio de favorecimentos de empresários, ministros ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A liberação aconteceu na sexta-feira (4).
Em vídeos publicados nas redes sociais, Seidl afirmou que a família conduziu as negociações com a farmacêutica e reuniu a documentação necessária com apoio médico. Ela declarou que a liberação não foi uma exceção rara, mas baseada em um regulamento previsto em lei que permite a qualquer cidadão em situação semelhante pleitear o acesso.
A Anvisa informou que a autorização ocorreu em caráter excepcional devido à rápida evolução da doença, considerada letal e irreversível, e à ausência de representante do produto no Brasil. O medicamento em questão ainda está em fase pré-clínica, sem estudos formais iniciados em seres humanos para o tratamento da doença priônica.
Segundo a agência, a modalidade de uso compassivo é destinada a pacientes com doenças graves ou que ameaçam a vida, sem alternativas terapêuticas satisfatórias no país. As solicitações são analisadas conforme a gravidade e o estágio da enfermidade.
Seidl relatou que a primeira tentativa foi a participação do marido em um estudo experimental, que foi negada porque o grupo de participantes já estava fechado. Após a negativa, a família buscou o uso compassivo, processo que envolveu a farmacêutica, o Ministério da Saúde, a Anvisa e a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos.
A esposa do influenciador disse que houve um entendimento entre os órgãos para acelerar a tramitação devido à urgência, levando cerca de uma semana. Dados da Anvisa indicam que, em 2024, o tempo médio de autorização para programas de uso compassivo foi de 15 dias, com 48 programas autorizados no ano.


